PE: Estudantes e professores criam glossário de anatomia em Libras

quinta-feira, 13 abril 2017

Projeto desenvolvido no Campus Pesqueira do IFPE tem como objetivo auxiliar estudantes surdos. Conteúdo é disponibilizado numa plataforma online

A carência da tradução de termos técnicos das áreas de anatomia e fisiologia humana para a Língua de Brasileira de Sinais (LIBRAS) fez com que um grupo de professores e estudantes do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco desenvolvessem projeto para auxiliar a aprendizagem de alunos surdos. Desde 2014, o grupo produz uma série de vídeos em LIBRAS explicando os temas e disponibilizam, gratuitamente, todo o material numa plataforma online chamada Lonji, nome do projeto.

Estão envolvidos na iniciativa desde estudantes do curso de Bacharelado em Enfermagem do IFPE, pessoas surdas, intérpretes de LIBRAS e docentes. O projeto é coordenado pelo professor Ronny de Menezes e recebeu financiamento do CNPq, no valor de R$ 90 mil. O trabalho foi desenvolvido ao longo de dois anos e incluiu pesquisas, tradução dos materiais, além de edição de imagens e vídeos.

Segundo o coordenador, o projeto nasceu a partir da necessidade de aproximar estudantes surdos do vocabulário técnico da área de fisologia e anatomia humana. Termos como “esqueleto axial”, “meninge”, “timos” não estão traduzidos para a língua de sinais, o que dificulta o aprendizado. “Observando essa realidade, o IFPE se propôs a planjejar e executar o projeto. Catalogamos os sinais de vários órgãos do corpo humano e seus principais sistemas. A partir disso, criamos sinais em LIBRAS para esses termos que ainda não estavam traduzidos. Isso foi feito por um estudante surdo do IFPE”, destacou.

Ainda de acordo com o professor, o glossário já está auxiliando professores e alunos do Ensino Médio e Superior que necessitam se comunicar em Libras.

Lonji

A palavra Lonji é de origem indígena e significa “visão”. De acordo com os integrantes do grupo, ela foi escolhida por refletir o contexto em que o trabalho foi desenvolvido, tendo em vista que a cidade de Pesqueira abriga terras indígenas.

Acesse a plataforma online.

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