Professora potiguar é eleita para a Academia de Ciências Latina Geral

quarta-feira, 23 maio 2018
Foto: Nossa Ciência

Selma Jerônimo desenvolve estudos em doenças como pré-eclâmpsia, leishmaniose visceral e hanseníase

A médica Selma Maria Bezerra Jeronimo, professora do Departamento de Bioquímica, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), e dos Programas de Pós-Graduação em Bioquímica e em Ciências da Saúde, foi aceita como membro titular da Academia de Ciências da América Latina (ACAL). Natural de Serra Negra do Norte, no RN, a cientista foi admitida neste mês de maio, por indicação do neurocientista Sidarta Ribeiro, vice-diretor do Instituto do Cérebro (ICe), na ACAL desde 2016.

Em entrevista ao Nossa Ciência em outubro de 2016, Selma Jerônimo afirmou que seu caminho na Ciência começou pela paixão por História e por evolução, que ela considera como uma “História Biológica”. Leia a entrevista.

Doutora em Biologia Molecular, Selma tem uma longa trajetória nos estudos dos fatores de risco para o desenvolvimento de doenças complexas, incluindo leishmaniose, hanseníase, Guillain Barré e pré-eclâmpsia. Descreveu a urbanização da leishmaniose visceral (LV) no Rio Grande do Norte e a infecção assintomática por Leishmania, o que permitiu estudar fatores genéticos envolvidos no risco de desenvolver doença. Sua eleição na ACAL é mais um reconhecimento de sua contribuição para o progresso da ciência e integração humana, cultural e social da América Latina e Caribe.

ACAL

Sediada em Caracas, na Venezuela, a ACAL foi fundada em 1983 para promover o desenvolvimento da matemática, física, química, ciências da vida e da terra, visando aplicações em benefício e desenvolvimento da integração humana, cultural e social da América Latina e do Caribe. Atualmente, a Academia tem 222 membros da Argentina, Brasil, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Chile, Equador, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Peru, Uruguai e Venezuela, além de membros correspondentes da Alemanha, Estados Unidos e França.

Na segunda parte da entrevista concedida ao Nossa Ciência, a professora falou da sua vida e das dificuldades de se fazer ciência no Brasil.

Redação com informações da Ascom UFRN

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