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Terça, 27 de Junho de 2017

Inovação Segunda, 22 de Maio de 2017

Pesquisadores da Paraíba trabalham em projetos pioneiros de biomateriais

Método inovador vem sendo desenvolvido em parceria com instituição espanhola

Desenvolver biomateriais com cerâmicas avançadas em um processo muito mais barato, seguro e de boa aceitação pelo organismo humano, sem causar reações adversas. É nisso que trabalham Willams Barbosa e Imarally Souza pesquisadores do Centro de Ciências e Tecnologia (CCT) da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). O método utilizado pela dupla, que é inovador, chama-se Síntese por Combustão de Solução, técnica mais rápida e simples (gasta cerca de metade da energia usual e faz em dez minutos o que as técnicas atuais levariam cerca de um dia).

Enquanto Willams trabalha para desenvolver um novo “cimento” para processos de endodontia, Imarally se dedica a criar Scaffolds (palavra em inglês que pode ser traduzida como andaimes, arcabouços), que são uma espécie de ponte que se dá muito bem com a célula óssea, auxiliando o crescimento do tecido.

Os estudos da Síntese por Combustão de Solução estão bem avançados em alguns pontos do planeta: o Instituto de Cerámicas y Vidrio, na Espanha, com projeto desenvolvido pelo Dr. Miguel Ángel, e o Laboratório de Avaliação e Desenvolvimento de Biomateriais do Nordeste (CertBio), do CCT, são alguns desses poucos exemplos. Esse é o motivo, afinal, por que os pesquisadores foram à Europa realizar um intercâmbio de experiências, e onde estiveram por um ano para aprimorar os estudos.

A verdade é que, se a questão fosse somente relacionada à capacidade dos laboratórios, já estavam muito bem servidos. O CertBio oferece estrutura avançada e acreditada pela Anvisa, algo que poucos laboratório no Brasil possuem.

“O laboratório aqui é amplamente completo e, inclusive, há etapas que o Instituto em que estivemos na Espanha não realizava e que aqui é feita sem problemas, como realizar ensaios biológicos no nosso material”, contou Imarally, lembrando que o Instituto de Cerámicas y Vidrio trata de um tema bem específico, que veio a complementar seus estudos, estes, sim, relacionados diretamente a biomateriais. “Mas a troca de aprendizados e experiências com outros profissionais, o aprimoramento das técnicas, além do aprendizado profissional e cultural, isso tudo não tem preço”, completou.

Cimento bioativo

O foco do trabalho de Willams é desenvolver um novo “cimento” para processos de endodontia, com melhoramento considerável de suas propriedades, a partir da obtenção de uma cerâmica especial. Em resumo, um processo muito mais barato, seguro e de rápida secagem (não mais que uma hora).

“Estamos falando de um cimento bioativo, que pode proporcionar uma melhor reação com o tecido e não causa reações adversas. Sem contar que o tempo para endurecimento é pelo menos a metade do que é atualmente. Esse material é totalmente bem recebido e aceito pelo corpo humano”, explicou o químico Willams.

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Redação com informações da Ascom/UFCG

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