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Quarta, 16 de Agosto de 2017

Geral Quarta, 26 de Julho de 2017

Técnica agroecológica usa feno de feijão na alimentação de aves

Crédito: Divulgação

Projeto desenvolvido na Paraíba testou o feijão-guandu e pode ajudar a baratear os custos na cultura de aves

O aproveitamento do feno de feijão-guandu, após o seu plantio, tornou-se mais barata e mais nutritiva a alimentação de frangos caipiras na cidade de Lagoa Seca, na Paraíba. A técnica agroecológica tornou-se eficaz por utilizar alimentos alternativos que barateiam os custos de produção das aves, utilizando produtos oriundos da propriedade do próprio produtor e pode transformar a cultura de aves da região.

A técnica foi desenvolvida no projeto de extensão realizado na Escola Agrícola Assis Chateaubriand (EAAC) e no curso de Agroecologia do Câmpus II da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB).

De acordo com a professora Maria Vitória Dias Carneiro, coordenadora do projeto, o feijão é plantado de forma natural, sem o uso de agrotóxicos, tornando-o um produto bastante viável economicamente e de grande valor nutricional para os frangos. “Nós fizemos um consórcio plantando milho e feijão. A parte externa do feijão, que normalmente é jogada no campo por seu valor nutritivo, foi preparada e muito bem aceita para a alimentação das aves”, explicou a professora, que detalhou como foi feito o tratamento.

Qualidade e baixo custo

“Os tratamentos foram constituídos de cinco rações diferenciadas, com 0% do feno de feijão-guandu, 5%, 10%, 15% e 20%. Todas as rações são constituídas de farelo de milho, farelo de soja, óleo de soja, premix mineral e vitamínico, além de metionina fosfato bicálcico. Nas tabelas de consumo de ração e peso dos animais, o tratamento com 10% do feno do feijão-guandu está apresentando o melhor resultado em relação ao tratamento sem a adição do feno. Ou seja, há um ganho considerável na qualidade do alimento e ele ainda torna a cultura de aves bem mais barata, já que o alimento do frango caipira está ali no próprio plantio do feijão, sem a necessidade do agricultor comprar qualquer tipo de ração”, acrescentou a docente.

A experiência foi realizada em uma área de meio hectare dentro do Campus II e foi acompanhada por três estudantes. Dois deles são do curso de Agroecologia: Clara Aparecida Cardoso, 5º período e bolsista do PIBIC; e Samuel Gonçalves, 9º período e que vem desenvolvendo seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) com esse projeto. O estudante Ronaldo Gomes da Silva, da Escola Agrícola, também está inserido nessas atividades.

Ainda segundo a professora Maia Vitória, as pessoas que podem ser atendidas nessa ação extensionista são produtores rurais e cooperativas avícolas que, além do cultivo de aves, podem utilizar essa técnica de alimentação em bovinos, caprinos e ovinos. Ela destacou que a região rural de Lagoa Seca compreende um grande número de criadores desses tipos de animais, que podem melhorar suas criações com essas técnicas agroecologicamente corretas.

“Próximo ao Campus nós temos um número considerável de criadores de aves. Vizinho a Lagoa Seca, na cidade de São Sebastião de Lagoa de Roça, está situada uma cooperativa de criadores de galinhas caipiras. Isso mostra que essa região pode ganhar muito utilizando essas técnicas. E não somente com aves. O uso dessas plantas tem a capacidade de aumentar a produção engordando gado, na produção de leite de cabra e também na criação de ovinos”, afirmou Maria Vitória.

Redação, com informações da Ascom/UEPB

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