As competências específicas das instituições de ciência e tecnologia paraibanas Artigos

sexta-feira, 9 dezembro 2016

Artigo dos pesquisadores Carlos Alberto da Silva e Vaneide Ferreira Lopes apresenta dados sobre o quadro da pesquisa na Paraíba

Ao longo do tempo, o Estado da Paraíba construiu habilidades e competências direcionadas para diversos setores econômicos. Com efeito, ao desagregar as grandes áreas de conhecimento obtêm-se uma visão mais apurada das competências desenvolvidas pelos 1006 grupos de pesquisa cadastrados no Censo CNPq-2014 e distribuídos pelas Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs) localizadas no território paraibano.

As ICTs-PB tem historicamente acumulado habilidades e competências com possibilidades reais de provocar  inovação em produtos e processos nos mais diversos setores econômicos, os quais  dependem dos conhecimentos gerados nas grande áreas:  Engenharia e Computação, Ciências Exatas e da Terra , Ciências Agrárias,  Ciências da Saúde e Ciências Biológicas.

Iniciamos a avaliação com a grande área Engenharias e Computação. Com um total de 164 grupos de pesquisa, correspondente a mais de 16% do total dos grupos de pesquisa pertencentes às ICTs-PB, a área de engenharia elétrica sobressai com 33 grupos de pesquisa, seguida por ciência da computação com 30 grupos de pesquisa;  engenharia de materiais e metalurgia com 21 grupos e engenharia mecânica com 19 grupos de pesquisa. Um ponto que merece ser mencionado aqui é a importância, não somente, de ramos tradicionais das engenharias, como engenharia química e engenharia civil, mas também a presença de novos ramos, entre os quais, engenharia sanitária e a engenharia de produção, conforme revelado na Figura 1.

Em relação a Ciências Exatas e da Terra. Com um total de 82 grupos de pesquisa, referente a 8% do total dos grupos de pesquisa pertencentes às ICTs-PB, se destaca o ramo da química com 30 grupos de pesquisa, seguido por física com 19 grupos e geociências com 18 grupos de pesquisa, de acordo com a Figura 2.

No tocante as Ciências Agrárias. Com 78 grupos de pesquisa, referente a quase 8% do total dos grupos de pesquisa pertencentes às ICTs-PB, merece destaque a área de agronomia com 28 grupos de pesquisa, depois ciência e tecnologia de alimentos com 14 grupos e medicina veterinária com 12 grupos de pesquisa, segundo consta na Figura 3.

Com respeito às Ciências da Saúde. Com 128 grupos de pesquisa, equivalente a quase 13% do total dos grupos de pesquisa pertencentes às ICTs-PB, evidenciam-se como principais áreas, em ordem decrescente: saúde coletiva com 28 grupos de pesquisa, odontologia com 22 grupos, enfermagem com 19 grupos e medicina com 17 grupos de pesquisa, consoante a Figura 4.

Com referência as Ciências Biológicas. Com 56 grupos de pesquisa, referente a quase 6% da totalidade dos grupos de pesquisa das ICTs-PB,  destaca-se com grande discrepância em relação aos demais grupos a área de ecologia com 20 grupos de pesquisa, seguido por botânica com 7 grupos de pesquisa e genética e zoologia ambos com 6 grupos de pesquisa, em concordância com a Figura 5.

Outra maneira utilizada para analisar as competências específicas das ICTs-PB  ocorre via distribuição de seus professores-pesquisadores por grande área de conhecimentos. Dos 6263 pesquisadores das ICTs paraibanas, mais de 38% desses pesquisadores se concentram nas ciências humanas e sociais aplicadas, seguida pelas grandes áreas de conhecimento engenharias e computação, ciências agrárias e ciências exatas e da terra que conjuntamente respondem por mais de 32% dos pesquisadores, depois com mais de 21% dos pesquisadores temos as ciências da saúde e biológicas e por fim a área de conhecimento linguística, letras e artes que empregam 7%dos pesquisadores das ICTs-PB.

O debate atual sobre ciência, tecnologia e inovação desafia, cada vez mais, as universidades a transformarem os conhecimentos por elas gerados em desenvolvimento econômico e social. As ICTs-PB  possuem  tradição na socialização dos saberes ao articular produção científica, tecnológica e artístico-cultural às demandas da sociedade, e vêm consolidando parcerias com o setor empresarial e instituições públicas fomentado o empreendedorismo inovador.

Carlos Alberto da Silva – carlosalberto.ufcg@gmail.com Vaneide Ferreira Lopes – vanalopes@gmail.com  

Grupo de Estudos em Sociologia e Propriedade Intelectual –GESPI/UFCG

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