Meteorologia – a ciência da atmosfera Artigos

sexta-feira, 24 março 2017

Artigo de Gilmar Bistrot para o Nossa Ciência em homenagem ao Dia Mundial da Meteorologia

“Os Povos antigos prediziam o tempo com base na observação dos astros. Por meio do movimento do Sol, das estrelas e dos planetas, os antigos egípcios podiam prever as estações e as cheias do rio Nilo, tão essenciais para a sobrevivência do povo egípcio. Entretanto, a história da meteorologia pode ser traçada a partir da Grécia Antiga. Aristóteles é considerado o pai da meteorologia, e em 350 a.C., escreveu o livro “Meteorológica”, onde descreve com razoável precisão o que nós conhecemos atualmente como o ciclo da água, e esboçou que o planeta é dividido em cinco zonas climáticas: a região tórrida em torno do equador, duas zonas frígidas nos pólos e duas zonas temperadas”. (Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Meteorologia)

Aristóteles, considerado o pai da meteorologia

A partir das primeiras observações feitas por Aristóteles, muitos outros pesquisadores de várias nacionalidades contribuiram para o avanço da meteorologia mundial, sejam com a invensão de equipamentos meteorológicos para medições, sejam com conceitos fundamentais para descrever comportamentos atmosféricos, de forma que a Ciência Meteorologia tem hoje sua estrutura  e depende da pesquisa, da observação, da análise e da previsão. As observações meteorológicas, realizadas por redes de estações compostas por equipamentos como Termômetros (temperatura), Pluviômetros (chuva), Anenômetros (velocidade e direção do vento), Barômetros (Pressão Atmosférica), Higrômetros (umidade do ar), Heliógrafos (horas de sol), etc., formam a base dos dados e revelam, através das análises, informações importantes referentes ao comportamento do tempo (variação diária das variáveis meteorológicas) e do clima (variação ao longo do tempo das variáveis meteorológicas).

Estação Meteorológica

No Brasil, a Meteorologia como atividade teve início em 1781, com a campanha de medições meteorológicas nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo. Em 1808, a Marinha do Brasil criou o primeiro observatório meteorológico brasileiro, que em 1881 publicou o grande trabalho sobre o clima do Brasil. Em 1949, o cearence Oswaldo Weber iniciou um trabalho de coletas de dados meteorológicos referentes à quantidade de chuvas no Nordeste Brasileiro a fim de avaliar as dimensões das secas. Em 1909, é criada a Diretoria de Meteorologia e Astronomia, ligada ao Ministério da Agricultura. Em 1917, inicia-se de fato a previsão do tempo no Brasil com a elaboração dos primeiros mapas meteorológicos sinópticos, abrangendo inicialmente o estado do Rio de Janeiro com enfoque especial no Distrito Federal. A meteorologia do Brasil viu uma grande explosão de desenvolvimento após 1921, quando a Diretoria de Meteorologia se desmembrou da Astronomia e ficou sob a administração de Sampaio Ferraz. Novos observatórios foram instalados, com equipamentos mais modernos e adotando a previsão numérica do tempo. Entretanto, a partir de 1930, o desenvolvimento meteorológico estagnou-se, com o sucateamento dos observatórios e dos equipamentos meteorológicos e o desinteresse na formação de novos profissionais na área. Apenas em 1958 surgiu o primeiro curso de meteorologia no Brasil, dois meses antes do surgimento da Sociedade Brasileira de Meteorologia. Hoje, existem 11 universidades aptas a oferecerem o curso de Meteorologia:

Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)

Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Universidade Federal do Pará (UFPA)

Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)

Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)

Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)

Universidade Federal de Alagoas (UFAL)

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Universidade do Estado do Amazonas (UEA)

Universidade de São Paulo (USP)

O curso tem em média quatro anos de duração e prepara o profissional Meteorologista para estudar os processos físicos que governam o comportamento da atmosfera e as interações entre seus fenômenos e a superfície da Terra.

A Meteorologia tem uma grande abrangência, capaz de se relacionar com diversas outras áreas, pois é uma ciência dita ambiental e, no aspecto da pesquisa, colabora com grandes avanços nas áreas de biologia, aeronáutica, marítima, turismo, agronomia, pecuária, pesca, etc. além de coordenar um dos principais temas discutidos na atualidade que é a questão das mudanças climáticas.

No nosso dia a dia vemos a Meteorologia ganhar cada vez mais espaço nos meios de comunicação e nas mídias sociais de forma a diminuir a descrença em torno das suas informações.

O meteorologista, profissional habilitado em Meteorologia, exerce uma profissão reconhecida pela Lei Nº 6.835 de 14 de outubro de 1980, dia esse em que é comemorado o dia do Meteorologista.

O Dia Mundial da Meteorologia – 23 de março – surgiu em 1961 para celebrar a criação da Organização Meteorológica Mundial (OMM), instituição que é ligada à ONU (Organização das Nações Unidas).

Gilmar Bristot é gerente de Meteorologia da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN).


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