Com biofertilizantes, produção de alface pode ter baixo custo Geral

segunda-feira, 24 fevereiro 2020
(Foto: Fapitec)

Pesquisa desenvolvida em Sergipe por aluno do Instituto Federal integra grupo das tecnologias sociais

Com sua pesquisa, Luciano Santos de Jesus, estudante de Tecnologia em Agroecologia no Instituto Federal de Sergipe (IFS), quer mudar a forma de cultivo de alface em Sergipe. O estudo utilizou biofertilizantes na produção da hortaliça e o produto natural pode ser usado para nutrir e proteger outros tipos de mudas e culturas perenes.

No estudo foram utilizados três tipos biofertilizantes: o Biogeo, derivado da decomposição de matérias animais ou vegetais; a Manipueira, resultada da prensa da mandioca; e os Microrganismos Eficientes (EM), que aumentam a diversidade dos organismos que vivem no solo. Por motivos estratégicos a variedade escolhida da hortaliça foi a lisa, também conhecida como Orelha de Burro, seu ciclo curto de 45 dias permitiu resultados mais imediatos.

Cultura adaptável

Luciano Santos de Jesus (Foto: Fapitec)

Para o pesquisador, aluno do campus de São Cristóvão do IFS, o projeto foi um sucesso, com alto índice de capacidade, uma vez que foi possível desenvolver uma cultura adaptável, que é a alface, com um resultado de curto prazo, devido o ciclo dessa cultura.

“Foram usados 35 vasos, com aproximadamente cinco quilos do solo, selecionado e peneirado, e sete tipos de tratamento. No final do projeto, dentre os três tipos de biofertilizantes, para essa variedade de alface, o que melhor apresentou resultados foi a manipueira”, explica.

Baixo custo

O resultado da pesquisa está disponível no IFS e é um atrativo para os interessados em tecnologia social, uma vez que a adubação foliar é utilizada com materiais acessíveis, de baixo custo e de base orgânica e ecológica, que gera o interesse em pequenos produtores e extensionistas rurais. O projeto teve financiamento da Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec/SE), por meio do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic).

O estudo, que foi finalizado este ano, teve como orientadora, a professora Liamara Perim, e como voluntários, os graduandos Francisco Marcelo Azevedo e Ingrid Santos Figueiredo. Uma das conquistas do projeto foi a premiação na 16ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, realizada ano passado, em Aracaju. A pesquisa foi escolhida como a melhor na área de ciências agrárias.

(Fonte: Fapitec)

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