Fiocruz PE tem sistema para armazenar dados sobre zika e microcefalia Saúde

quinta-feira, 29 setembro 2016

Pesquisadores criaram uma plataforma que gerencia as informações sobre a epidemia

O que fazer com todos os dados coletados sobre a epidemia do zika vírus e da microcelafia que afetam o país? Foi pensando nisso que pesquisadores do grupo MERG (Microcephaly Epidemic Research Group) ligados à Fiocruz Pernambuco desenvolveram um sistema para armazenar os dados coletados em campo.

O sistema funciona como uma plataforma para a gestão de questionários sobre o zika vírus. Ele permite catalogar as informações recebidas em diferentes estudos e fazer o cruzamento dos dados obtidos pelas entrevistas, exames e laudos, facilitando assim o desenvolvimento das pesquisas. Ele extrai planilhas XLS que podem ser utilizadas em softwares de estatísticas, como R, Stata, o Epi Info, etc. Por enquanto, ele está sendo utilizado em Pernambuco.

A plataforma possui um módulo de senhas com diferentes níveis de acesso e opções diferenciadas. Todos os dados são criptografados e protegidos por firewall, além de quatro zonas de proteção. Para o pesquisador, a plataforma funciona de modo simples e intuitivo. Basta ele ter a senha de acesso para poder extrair dados dos questionários e fazer os cruzamentos dos estudos de que precisa, utilizando um software de sua preferência.

Atualização

Único responsável pelo desenvolvimento, o coordenador do Serviço de Informática da Fiocruz PE, Eduardo Jaime Ferraz, conta que levou apenas três meses para finalizar o sistema com a ferramenta GeneXus Evolution 1. “Atualmente o sistema funciona apenas pelo browser, mas devido à sua importância nos estudos, já estamos trabalhando na migração para o formato mobile. Para os pesquisadores é importante que ele seja acessado por dispositivos móveis e que, principalmente, funcione também off-line. A atualização está sendo feita em GeneXus Evolution 3 e, até o final do mês de outubro, as novas funcionalidades já poderão ser utilizadas.”

Atualmente o sistema está sendo adotado para o trabalho do Merg, Grupo de Pesquisa da Epidemia de Microcefalia da Fundação Oswaldo Cruz em Pernambuco. São 10 pesquisadores de diversas instituições com diferentes especialidades, como: epidemiologia, doenças infecciosas e clínicas, investigadores na área da saúde reprodutiva, pediatras, neurologistas e biólogos. O grupo trabalha em colaboração com a Secretaria de Saúde de Pernambuco e com o Ministério da Saúde do Brasil.

O case foi apresentado em um evento da Organização Mundial da Saúde (OMS), realizado recentemente no México.

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