Ministro Weintraub sugere que universidades encontrem novas formas de financiamento Educação

terça-feira, 21 maio 2019
(Foto: Cícero Oliveira-UFRN)

Reitores e bancada apresentam situação de IFES potiguares ao ministro

Uma nota assinada pelos três reitores de instituições federais de ensino do Rio Grande do Norte informa o resultado da reunião, realizada na última noite (20), com o ministro da Educação, Abraham Weintraub, em Brasília. Juntas, as três instituições sofreram um bloqueio de 109 milhões de reais e o objetivo da reunião foi apresentar a situação das IFES e a impossibilidade de seu funcionamento, após setembro, caso não haja o desbloqueio.

De acordo com a nota, o principal resultado da reunião foi a disponibilidade do ministro Weintraub em analisar os casos específicos das instituições e buscar alternativas junto ao Ministério da Economia. Entretanto, será necessário o replanejamento em cada instituição, tendo em vista que a manutenção do bloqueio dificulta, em alguns casos até impede, a execução de projetos acadêmicos e ações da administração previstos para o ano de 2019.

Parlamentares

Além dos reitores Ângela Paiva, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), José de Arimatea, da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa), e Wyllys Tabosa, do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), a reunião contou com a presença dos deputados federais Rafael Motta, Fábio Faria, Benes Leocádio, Walter Alves e General Girão, além dos senadores Styvenson Valentim, Jean-Paul Prates e Zenaide Maia.

Na avaliação dos reitores, a agenda construída pela bancada federal foi extremamente importante para abrir o diálogo das Ifes do RN com os novos dirigentes do MEC. Os parlamentares defendem e apoiam as IFES, observando-as como propulsoras de melhores condições de vida e desenvolvimento econômico do nosso Estado.

O documento informa que o ministro declarou que não há como desbloquear o orçamento sem a aprovação da Reforma da Previdência. “Ainda assim (ele) afirmou que o MEC buscará atender as situações, caso a caso, junto ao Ministério da Economia.” Embora tenha afirmado que defende a gratuidade no ensino de graduação, Abraham Weintraub afirmou que as universidades devem estabelecer novos modelos de funcionamento, com outras fontes de financiamento. Um encaminhamento proposto pelo ministro, para a contenção de despesas das Instituições, foi de ter a Polícia Militar nos Campi garantindo a segurança. Os reitores argumentaram que o bloqueio não afeta apenas o contrato de pessoas para a segurança patrimonial e que as IFES já trabalham em parceria e complementaridade com as polícias militar e federal, de acordo com a legislação vigente.

Mônica Costa

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