Para que serve a vesícula? Saúde

sexta-feira, 7 junho 2019

Assintomáticas ou provocando fortes dores, complicações na vesícula podem requerer cirurgia de urgência

Dor abaixo da costela no lado direito do corpo, vômitos, dor no estômago e mal estar são sintomas que podem estar relacionados a problemas na vesícula biliar. Órgão em forma de saco (parecido com uma pera), a vesícula biliar é localizada abaixo do fígado, do lado direito e tem a função de armazenar a bile, líquido produzido pelo fígado e que atua na digestão de gorduras no intestino. Alguns casos de pedra na vesícula são assintomáticos, mas outros provocam dor intensa do lado direito superior do abdome, irradiando para a parte de cima da caixa torácica ou para as costelas. A dor normalmente aparece após uma refeição, atinge um pico de intensidade e diminui depois. Pode vir ou não acompanhada de febre.

“Geralmente, após esses sintomas, o paciente procura um serviço de saúde, onde o médico solicita exames. Um deles é a ultrassonografia, que mostra os cálculos na vesícula biliar. Outros casos envolvem inflamação da vesícula e podem requerer cirurgia de urgência. Também é indicada a cirurgia na suspeita de câncer de vesícula”, afirmou o chefe da Cirurgia Geral do Hospital Universitário Alcides Carneiro, da Universidade Federal de Campina Grande (HUAC-UFCG), cirurgião Uirá Coury. A cirurgia é feita por videolaparoscopia, com anestesia geral, habitualmente com recuperação rápida e baixos riscos quando comparado aos riscos das possíveis complicações.

Mutirão de cirurgias

Mutirão de cirurgia de vesícula começa no dia 10, em Campina Grande (PB), e vai beneficiar mais de 40 pacientes da fila de espera.

Na segunda-feira (10), o HUAC-UFCG, que vinculado à Rede Ebserh, inicia um mutirão de cirurgia de vesícula com previsão de atender 42 pacientes que já integravam a fila para esse tipo de procedimento. As cirurgias serão pelo Sistema Único de Saúde (SUS)

Segundo o cirurgião Coury, a iniciativa visa a reduzir a fila no Alcides Carneiro em torno de 15%, visto que há mais de 300 pacientes à espera de serem operados em função de problemas na vesícula. “O mutirão de colecistectomias deve atender em torno de 42 pacientes, e o objetivo é reduzir a fila de espera. A escolha segue a ordem da fila de cirurgias e o perfil do mutirão são pacientes abaixo de 60 anos, com risco cirúrgico baixo (I ou II) e sem necessidade de colangiografia intraoperatória”, explicou.

O esforço concentrado vai de 10 a 15 de junho e também inclui cirurgias no dia 20 deste mês. Estão envolvidos dez cirurgiões do serviço, anestesistas, residentes, corpo de enfermagem e internos do curso de Medicina, além dos demais profissionais de áreas correlatas.

 (Fonte: Ascom HUAC/UFCG)

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