Resistência da vegetação nativa do semiárido é avaliada no Ceará

quarta-feira, 11 outubro 2017
A espécie Sabiá tem ocorrência em áreas da caatinga. Foto: Associação de Plantas do Nordeste/ CNIP

Nessa edição da coluna SCIARÁ, Giselle Soares revela os resultados da pesquisa realizada no campus de Crateús do IFCE

Pesquisadores do Campus de Crateús do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará estão avaliando o impacto dos estresses em plantas nativas da caatinga, provocados pelo excesso de sais e pouca água no solo. O projeto “Efeitos dos estresses salino e hídrico sobre a germinação e correlação com a produção de biomassa em espécies nativas da caatinga”, que tem à frente as professoras Nara Lídia Alencar e Sâmia Paiva de Oliveira, ambas do IFCE, teve início em maio de 2016, com apoio do Programa de Bolsas de Produtividade em Pesquisa e Estímulo à Interiorização, da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap). As atividades seguem até maio de 2018.

O estudo tem como foco espécies arbóreas nativas da Caatinga, pertencentes à família Fabácea, em especial Sabiá e Jurema, tradicionalmente utilizadas para a produção de lenha e como alimento para os animais. Os resultados iniciais apontam que algumas espécies germinam bem, ainda que em condições de estresse elevado. Agora, os pesquisadores buscam analisar as características que favorecem a tolerância a essas adversidades.

Bolsistas participam de trabalho de campo no projeto de pesquisa. Foto: divulgação/IFCE

Para as pesquisadoras, além de identificar os mecanismos de resistência dessas espécies, o estudo pode contribuir para direcionar atividades de exploração e projetos de recuperação de áreas degradadas.

A pesquisa conta com colaboração dos professores Enéas Gomes Filho e Maria Izabel Gallão, da Universidade Federal do Ceará (UFC), além do técnico em Agropecuária Valdênio Mendes Mascena (IFCE – campus de Crateús) e dos estudantes Francisco Igo Rodrigues, Rafaela Magalhães Dias Carvalho, Marcos Rafael de Sousa Rodrigues e Maria Aline Alves Mota, alunos do curso de Zootecnia do campus de Crateús.

* Com informações do IFCE

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Giselle Soares

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