Biologia do envolvimento Entrevistas

sexta-feira, 9 março 2018

Eduardo Sequerra estreia na coluna Biologia do envolvimento e espera mostrar aos leitores paixão pela ciência e visão crítica sobre a informação que apresenta

A partir desta segunda (12), os leitores do Nossa Ciência terão uma nova coluna. Trata-se da Biologia do Envolvimento, que será atualizada pelo professor Eduardo Sequerra, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Eduardo Sequerra é carioca e desde 2017 é professor Instituto do Cérebro (ICe), onde concluiu seu pós-doutorado. É especialista em Biologia do Desenvolvimento com ênfase no desenvolvimento neural. Na política, Sequerra pode ser considerado como progressista. Ele é a favor da volta e valorização do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação e do retorno do Brasil à normalidade democrática. É atuante nas lutas por mais verbas para a Ciência.

O pesquisador afirma que já conhecia o projeto do ICe desde 2004 e pelas críticas que tinha à forma como as instituições científicas são conduzidas no sudeste, decidiu fazer sua aposta na carreira acadêmica em Natal, após voltar dos Estados Unidos (EUA). Naquele país, o pesquisador ficou durante cinco anos em um pós-doutorado na University of California Davis (de 2009 a 2013), no laboratório de Laura Borodinsky.

O mais importante da ciência é ser uma força transformadora, justamente por estar sempre em transformação. Mas o papel do cientista não acaba na geração do saber e, para isso, temos que conversar com o resto da sociedade

Sequerra conta que o interesse pela ciência aconteceu ainda na adolescência, durante o período que estudou no Instituto Federal do Rio de Janeiro (à época Escola Técnica Federal de Química do Rio de Janeiro), “foi lá o meu despertar para ciência. Me apaixonei. Eu entrei sem a menor ideia, fui pela de com ensino. Então, minha decisão de ser cientista ocorreu perto dos 15 anos”, relata.

Papel da ciência

Para o pesquisador, o ser humano busca padrões no universo. “Nossas certezas amenizam angústias, como se vai chover na próxima época de plantio, ou o que acontece depois da morte. Para algumas destas perguntas a ciência não apresenta solução, mas outros saberes como a religião o fazem” e acrescenta “o problema é que às vezes a ciência apresenta uma solução nova e entra em conflito com outro saber, como as leis”.

Como colunista do Nossa Ciência, ele busca trazer essa transformação, acelerar os reflexos perante a sociedade dos avanços ocorridos em sua área, a Biologia, e como ela é pensada na academia, principalmente nos últimos 15 anos. “Espero também que os leitores se divirtam. E claro, que se sintam à vontade para me procurar. Gosto de uma boa conversa”, finaliza.

A coluna será atualizada às segundas-feiras, a cada 15 dias. Não perca.

Mônica Costa e Luana França

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