O Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol-UFRN), vinculado à Rede Ebserh, está recrutando voluntários para participar do estudo clínico internacional EASi-Kidney/Oxford, voltado a pessoas adultas com doença renal crônica (DRC) e risco de progressão, com ou sem diabetes tipo 2. A pesquisa tem a intenção de selecionar, ao todo, 35 participantes. O estudo integra um grande ensaio multicêntrico mundial, que envolve cerca de 11 mil participantes em 20 países.
Considere contribuir com esse projeto de divulgação científica. Faça um pix para contato@nossaciencia.com
Coordenado globalmente pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, e pelo Hospital Israelita Albert Einstein, na América Latina, o estudo tem como pesquisador principal, no Huol-UFRN/Ebserh, José Bruno de Almeida, professor e médico nefrologista. O Centro de Pesquisa Clínica (CPC) do Hospital será o condutor da pesquisa.
Nova classe de medicamentos
Segundo Almeida, o estudo tem como propósito “avaliar a eficácia de uma nova classe de medicamentos, que inibe a produção de aldosterona, hormônio produzido pelas glândulas suprarrenais em pessoas com doença renal crônica”. O ensaio é randomizado e duplo cego, ou seja, nem os participantes nem os pesquisadores sabem quem está recebendo o medicamento em estudo ou o placebo (substância sem efeito terapêutico ativo).
De acordo com o pesquisador, a finalidade principal é demonstrar que os participantes alocados no grupo do medicamento apresentam redução da progressão da doença renal, evitando ou retardando a necessidade de diálise, além de diminuir eventos cardiovasculares, como insuficiência cardíaca e infarto do miocárdio, e mortalidade.
Tratamento e redução da progressão
Os participantes do estudo terão acesso gratuito à empagliflozina, medicamento já comprovadamente eficaz nas proteções renal e cardiovascular. Atualmente, o Programa Farmácia Popular do Governo Federal já distribui esse medicamento, porém apenas para pessoas com 65 anos ou mais, o que dificulta o acesso de pacientes mais jovens. O estudo contribui “para que a medicina possa encontrar mais uma possibilidade de tratamento e reduzir a velocidade de progressão de uma doença renal que tem caráter crônico e progressivo, além de grande repercussão sobre a função do coração”, enfatiza Almeida.
De acordo com o nefrologista, a doença renal crônica é uma alteração da função dos rins que persiste por mais de três meses, “geralmente com perda de proteínas pela urina causada, principalmente, por diabetes, hipertensão arterial sistêmica e doença inflamatória/imunológica renal (as nefrites)”. Ainda segundo o especialista, um dos maiores desafios da doença renal crônica é o fato de ela ser silenciosa, muitas vezes descoberta apenas em estágios avançados, quando as lesões renais já são irreversíveis.
Como participar
Pessoas interessadas em participar ou obter mais informações podem entrar em contato com o Centro de Pesquisa Clínica do Huol-UFRN/Ebserh pelo número (84) 99670-8676 (WhatsApp). O horário de atendimento é de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h.
Uma doação de R$ 10,00 já faz uma grande diferença! Nossa chave Pix é contato@nossaciencia.com










Entre na discussão