A importância do encantamento na comunicação científica Coluna do Jucá

quinta-feira, 14 novembro 2019

Para a bióloga Gracielle Higino, saber mostrar o nosso encantamento é algo crucial e pode fazer as pessoas se interessarem por ciência

Nesta edição, o segundo texto da bióloga Gracielle Higino, uma cientista que busca por respostas a perguntas relacionadas à biodiversidade e sua distribuição no planeta. A cienstista foi uma das selecionadas na primeira edição do Camp Serrapilheira de Divulgação Científica e Co-líder do projeto IGNITE (treinamento imersivo em divulgação científica) e do Julia CluBR (grupo de estudos sobre a linguagem de programação Julia). Sua paixão por ciência e descentralização do conhecimento tornou inevitável seu envolvimento com clubes, grupos de estudo e treinamentos em ciência aberta, reprodutibilidade de divulgação científica.

O círculo dourado do Simon Sinek. Qual o seu “por quê”?

Uma das coisas mais legais da comunicação científica é se conectar com as pessoas. Quando você percebe que alguém se encantou por algo que você acabou de explicar, vocês viram melhores amigos e se convence de que você não é uma pessoa tão esquisita assim.

Eu sempre tive dificuldades de fazer as pessoas perceberem o quanto as coisas que eu estudo são legais e não é por falta de empolgação: acho que o excesso de empolgação me faz não conseguir articular as palavras direito! Mas saber mostrar o nosso encantamento é algo crucial e pode fazer as pessoas se interessarem por ciência. Então eu li esse tuíte e resolvi tentar de novo:

Bom, estas são minhas principais dificuldades. Acho que de uns dois anos pra cá, com a prática, eu tenho melhorado um pouco (beeem pouco!). Uma estratégia que eu notei que facilita é ouvir com atenção e tentar entender como a pessoa vê o problema. Fazer perguntas, mesmo as mais simples, podem fazer o interlocutor começar a pensar com você. É interessante relacionar o assunto em questão com algo que a pessoa domina e, se possível, fazer analogias. De qualquer forma, não devemos deixar de tentar fazer nossas pesquisas parecerem as coisas mais sensacionais do universo (mesmo que elas não sejam hehehe). Além de ajudar as pessoas a valorizarem a ciência (e o seu trabalho), esta prática pode ajudar você a ver suas perguntas de outra forma.

E você? Quais as suas melhores dicas para fazermos divulgação científica com mais encantamento?

Texto publicado originalmente no perfil da Gracielle no Medium

Referência:

O círculo dourado do Simon Sinek

A Coluna do Jucá é atualizada às quintas-feiras. Leia, opine, compartilhe, curta. Use a hashtag #ColunadoJuca. Estamos no Facebook (nossaciencia), no Instagram (nossaciencia), no Twitter (nossaciencia).

Leia o texto anterior: O que você deve saber sobre o futuro do peer review

Thiago Jucá é biólogo, doutor em Bioquímica de Plantas e empregado da Petrobrás.

Thiago Jucá

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Site desenvolvido pela Interativa Digital