DOO, a moeda virtual social nascida na inPACTA Empreendedorismo Inovador

quarta-feira, 2 outubro 2019

A nova moeda em formato de cartão promete manter 100% do poder de compra dos cidadãos

Algum tempo atrás (meados de 2018), um empreendedor-serial Marcos Gurgel bateu à porta da inPACTA com uma ideia interessante: desenvolver um cartão que contivesse créditos para pagamentos de obrigações estudantis corriqueiras, como passagens de coletivo, pagamento no Restaurante Universitário – famoso RU -, aquisição de livros, entrada em eventos e essas coisas que a gurizada universitária precisa e gosta de fazer. Esse cartão, claro, funcionaria na plataforma mundial mais democrática existente, o celular.

Para me explicar o projeto, ele utilizou uma frase que, em princípio, achei óbvia: “Ninguém consegue depositar 100 contos em um banco e depois resgatar esses mesmos 100 contos”. Parece uma frase sem efeitos, pois 100 é 100… Ou não? Foi aí que acionei Feynman e Popper (F&P), meus neurônios favoritos, para estudar a frase. E num é que F&P me mostraram o quão poderosa era a sentença de fato! Pois bem: 100 é 100 na matemática simples! Quando isso vai para a área de finanças bancárias entram IOF, taxas sobre operações e mais tributos outros que encheriam várias páginas da WEB. Assim, ao depositar “cenzinho” na conta, você só consegue resgatar, na mesma hora, perto de R$ 99 e uns quebrados. Portanto, 100 deixa de ser 100, e com esforço zero de sua parte. E aí é onde mora a inovação da DOO, moeda virtual da EZYDOO, Plataforma de Pagamento Social: R$ 100,00 que são transformados em 100 DOO’s mantém o poder de compra de R$ 100,00!

E onde está a mágica monetária, GBB-San? É o que vamos mostrar nesta aula condensada de número 62.

O empreendedor-serial Marcos Gurgel: “Agora você pode depositar 100 e utilizar os 100”!

Conceito de moeda 

O dinheiro, em sua essência, sempre foi virtual: representa uma ordem, intenção de barganha, transferência de dinheiro de um ponto a outro. Ele exprime uma quantia de valor abstrata.

Vejamos um exemplo: se GBB-San quisesse montar um prédio para acelerar startups, ele poderia solicitar um empréstimo de, digamos, 2 milhões de reais, baseado em um belo plano de negócios. Tendo sido aceita a proposta por um banco desavisado, com uma Selic a 5,5%, eu contrataria uma construtora para erguer esse empreendimento. Depois de alguns procedimentos, o banco liberaria o recurso para a construtora.

Do outro lado, pessoas depositam dinheiro neste mesmo banco em suas aplicações financeiras (letras, poupança, ações etc.). Vamos supor que o montante em espécie no banco alcançara a marca de 2 milhões de reais. Se a construtora precisar sacar os 2 milhões, o banco teria esse lastro. As contas empatariam: bronca zero! Mas vai que, observando o meu plano de negócios, percebi que esqueci de criar uma estrutura essencial, a qual passou batida no plano de negócio original, e que esta nova estrutura solicitaria 200 mil reais de incremento no empréstimo.

Como a obra já estava andando, e já tendo sido pré-aprovada pelo banco, eu iria lá e solicitaria o incremento. O banco, sob nova taxa de juros, pois o recurso agora está mais exíguo, acataria a solicitação e repassaria este recurso para minha conta. Porém observem: se as pessoas que depositaram o dinheiro e a empresa quisessem sacar esse dinheiro ao mesmo tempo, que agora somado chega a 4,2 milhões de reais, não seria possível. Esse lastro não existe. É virtual.

O banco existe para controlar o recurso financeiro de duas formas: valorando o dinheiro, através de operações que envolvem juros, e através do tempo. À medida que o banco faz operações com eficiência, ele ganha credibilidade. Assim, sem lastro físico, o gerente diria: “tal dia o recurso estará em sua conta!”. Contemplado, eu tocaria a obra apenas com essa promessa. Ou seja: a “tecnologia” monetária sempre foi virtual! Bizarro, né não?  

DOO, Moeda Virtual Social da EZYDOO.

Aproveitando a virtualidade e criando uma moeda social

Dado esse exemplo, o que foi que a EZYDOO fez? Apropriou-se do conceito da virtualidade e ainda o incrementou: jogou o custeio de todo o serviço financeiro para as taxas de comissionamento das operações realizadas pelos parceiros, empreendedores que se cadastram na plataforma para vender produtos e serviços por meio do aplicativo. Bacana, né não?

Ou seja: como a plataforma só trabalha com microcrédito, as taxas envolvidas são baixas, garantindo segurança para os investidores, apoiadores, bancos etc., promovendo uma liquidez “estúpida”. Em troca, a EZYDOO cria uma carteira de clientes capaz de sustentar um Mercado real que permite a troca segura de serviços e produtos, entre consumidores e fornecedores. E a maior vantagem: como as taxas são terceirizadas, o poder de compra dos aderentes à plataforma permanece intacto. 100 DOO’s conseguem comprar o equivalente a 100 reais. Assim, ao depositar 100 contos na plataforma, você consegue retirar 100 contos em produtos ou serviços.

Por exemplo: seu almoço de R$ 10,00 no RU vale 10 DOO’s. Você pode almoçar 10 vezes por este preço no RU, sem pagar um único vintém a mais por isto. Se fosse em reais, de fato, você não conseguiria comprar os 10 almoços por R$ 100,00 no débito ou crédito. Alguma taxa “comeria” parte de seu almoço.

Logo, o efeito colateral da virtualidade promovido pela EZYDOO é a de inclusão social, já que pretende atingir um público de, segundo a revista Época Negócios, 45 milhões de pessoas desbancarizadas que juntas movimentam R$ 817 bilhões por ano.

Outro marco: a Ezydoo sagra-se como uma FINTECH SOCIAL, sendo a primeira do Nordeste (ainda não temos certeza de que é do Brasil) nascida de forma integral dentro de uma Universidade Pública. Não por acaso na inPACTA-ECT. Gostamos de inovar. Melhor ainda quando o alcance é social!

O prefeito Cabral lançando a DOO e redescobrindo o Brasil, na Câmara Legislativa.

Cidade de Vera Cruz: redescobrindo o Brasil digitalmente!

Terra de Vera Cruz foi o primeiro nome dado pelos descobridores portugueses ao Novo Mundo, que atualmente corresponde à parte do Nordeste da costa brasileira, relatado na Carta de Pero Vaz de Caminha. O descobrimento, segundo a lenda, foi atribuído ao navegador Pedro Álvares Cabral.

E o que Cabral e Vera Cruz têm a ver com tudo isso? De tão interessante (considerando os dados apontados acima), a EZYDOO resolveu expandir o DOO para além da fronteira estudantil. Como toda startup de “responsa”, a EZYDOO tinha que primeiro lançar um MVP, como rege o artigo Modelo de Negócio versus Modelo de Ideia . E assim foi feito: Cabral, nesse caso Marcos Antonio Cabral, prefeito do Município de Vera Cruz (RN), abriu as portas da cidade no dia 24 de Setembro de 2019 – semana passada-, para que a EZYDOO lançasse seu teste piloto no comércio de lá. Parece irônico, mas Cabral está redescobrindo, nesse caso digitalmente, o Brasil através de Vera Cruz, tornando-a a primeira cidade a ter uma moeda virtual social implantada na terra brasilis. Morpheus diria: “Providência, não coincidência!”.

Vários impactos

Além de manter 100% do poder de compra dos cidadãos, muitas cidades poderão rever seu movimento econômico. Devido ao fechamento de agências bancárias graças aos constantes assaltos, várias cidades do NE movimentam suas economias em cidades vizinhas. A DOO promete rever isso, já que a movimentação virtual garante segurança nas transações sem envolver dinheiro em espécie. Em breve saberemos o resultado deste experimento!

Finalizando

A DOO é tão simples de usar que a EZYDOO não poderia ter outro nome. Literalmente, faça fácil!

Referências:

EZYDOO

Revista Época Negócios

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Leia a edição anterior: Coteminas: a inovação que brota do chão de fábrica

Gláucio Brandão é gerente executivo da inPACTA, incubadora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Gláucio Brandão

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