Embriões do desenvolvimento Destruição Criativa

quinta-feira, 5 março 2020

Os grupos de pesquisa da Paraíba são vistos como potenciais geradores de riqueza e redutores de desigualdade

Os Grupos de Pesquisas são as células de geração e difusão de conhecimentos científicos e tecnológicos das Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs) e, consequentemente atores fundamentais do Sistema de Inovação. São eles que desenvolvem atividades de pesquisas, laboratoriais  e de extensão universitária, todas  integradas às demandas das empresas e da sociedade em geral. Com base nesse entendimento, os Grupos de Pesquisa podem ser assimilados como alicerce para o progresso material e social da população.

Por meio de buscas no banco de informações do Diretório de Grupos de Pesquisa (DGP) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) é possível mapear a base e as competências técnico-científica de uma região ou estado. Por exemplo, recorrendo à base corrente do DGP/CNPq entre os dias 28 e 29 de fevereiro de 2020, observamos que as principais ICTs paraibanas contam com 1200 Grupos de Pesquisa, distribuídos em ordem decrescente:  Universidade Federal da Paraíba (506), Universidade Federal de Campina Grande (316), Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (183) e a Universidade Estadual da Paraíba (174).

Esses Grupos de pesquisa abrangem todas as grandes áreas de conhecimento: Humanidades (Ciências Humanas, Sociais Aplicadas, Linguística, Letras e Artes), as Ciências Aplicadas (Engenharias, Computação, Ciências Agrárias e Ciências Exatas e da Terra) e as Ciências Biológicas e da Saúde. Assim, o Estado da Paraíba apresenta uma base de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) bastante diversificada e com conhecimento necessário para melhoria do progresso material e, portanto, do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

Ainda segundo a nossa consulta recente, outros números indicam que estamos diante de um potencial de capital intelectual capaz de criar uma nova Paraíba.

Reafirmando o que temos realçado em artigos anteriores nessa coluna, o debate atual sobre o tema Ciência e Tecnologia desafia cada vez mais a universidade a transformar o conhecimento por ela gerado em desenvolvimento socioeconômico e cultural. Nessa desafiante realidade, os Grupos de Pesquisa e seus laboratórios passam a ser vistos como núcleos dinâmicos para construção de riquezas e redução das desigualdades sociais.

Na perspectiva da construção da universidade do futuro, inovadora e empreendedora, identificar os Grupos de Pesquisa que estão engajados nessa proposta requer um maior detalhamento das parcerias estabelecidas. Esse será assunto de contribuições posteriores.

A coluna Destruição Criativa é atualizada quinzenalmente às quintas-feiras. Gostou da coluna? Do assunto? Quer sugerir algum tema? Queremos saber sua opinião. Estamos no Facebook (nossaciencia), Twitter (nossaciencia), Instagram (nossaciencia) e temos email (redacao@nossaciencia.com.br). Use a hashtag #DestruiçãoCriativaNossaCiência.

Leia outro texto dos mesmos autores: Capes: mudança em andamento?

Vaneide Ferreira Lopes é pesquisadora e Líder do Grupo Inovação, Tecnologia e Projetos na Paraiba (GiTecPB) e Carlos Alberto da Silva é professor titular da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e Líder do Laboratório de Pesquisas em Economia Aplicada e Engenharia de Produção (Lapea).

Vaneide Ferreira Lopes e Carlos Alberto da Silva

2 respostas para “Embriões do desenvolvimento”

  1. Joana Darc Pereira Cardoso disse:

    Parabéns professor, excelente artigo a respeito dos grupos de pesquisa da Paraíba!

  2. Noado Ribeiro disse:

    Em tempos idos, quando o autorismo dava o tom a sociedade brasileira, um grupo de artistas paraibanos (lembro-me de Bráulio Tavares, Fuba e outros) realizaram um espetáculo intitulado “E se colocassem o Brasil na parede e o pedissem seus documentos?”. No melhor sentido, chegou a hora, até mesmo para potencializar o debito da universidade com a sociedade, calhar parafrasear: E se colocassem a Universidade na parede e pedissem seus documentos? Continuar a desvelar o que é que a universidade tem é uma contribuição imperativa.

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