Pioneirismo feminino no cinema: pretas e latinas Diversidades

segunda-feira, 22 junho 2020
Foto: site Alma preta

Auana Câmara e Julia Sena são diretoras e roteiristas e falam da importância do protagonismo preto e latino em produções cinematográficas

Por Auana Câmara e Julia Sena

O presente artigo foi escrito por duas realizadoras racializadas e nordestinas – Auana Câmara, diretora e roteirista da série documental “Potiguart” (2019), e Julia Sena, diretora e roteirista do documentário “Gingáfrica” (2018) e da animação “Paralise” (2019) – com o intuito de desconstruir e recontar a história do pioneirismo do cinema, trazendo visibilidade para realizadoras que foram esquecidas pelos livros de história da sétima arte, que tiveram suas obras destruídas ou perdidas. A nossa pesquisa consistiu em trazer nomes e obras que são essenciais para compreender o cinema como, de fato, um elemento de transformação social e instrumento de expressões de gênero e raça, assim como trazer a história dessas mulheres à tona e fazer com que elas se tornem pesquisa e inspiração, como realmente são.

Contextualização

É possível imaginar um cinema feito, quase majoritariamente, por mulheres desfrutando de cargos criativos como diretoras, roteiristas, montadoras e produtoras? Agora imagine os pioneiros do cinema? São homens? A resposta é simples – quase inacreditável – e traz com ela décadas de invisibilidade: o pioneirismo é feminino. No início do século XX, mulheres não ocupavam cargos subordinados e submissos, elas estavam à frente da produção cinematográfica, ocupando em massa cargos técnicos e criativos. Isso ocorreu porque o cinema não era uma “profissão”, mas uma espécie de “artesanato”, embora tenha embarcado em um grande crescimento econômico nas décadas seguintes.

Auana Câmara – Foto Arquivo pessoal.

Por muitos anos e até hoje o pioneirismo é associado aos homens, mas não houve pioneiros e sim pioneiras. O nome mais conhecido do pioneirismo feminino é Alice Guy-Blaché, a primeira pessoa a colocar uma história narrativa na tela, a criar uma linguagem cinematográfica de efeitos especiais e cortes de cenas, produzindo o primeiro filme de ficção e tendo em sua trajetória mais de 100 filmes revolucionários no início do cinema. Lois Weber, famosa pelo seu filme “Hypocrites” de 1915, foi a primeira mulher a ter seu próprio estúdio. Frances Marion foi a única mulher a ganhar dois Oscars de melhor roteiro com “The Big House” de 1930 e “The Champ” de 1931 e, primeira pessoa a escrever falas para cada um dos personagens, até mesmo os figurantes. Leontine Sagan foi uma das pioneiras do cinema alemão e diretora do primeiro filme lésbico da história, “Mädchen in Uniform” de 1931. Essas foram umas das diversas mulheres que fizeram parte da cinematografia pioneira e, vale ressaltar, majoritariamente europeia.

Cada vez mais pessoas começaram a pagar para ver os filmes mudos, os teatros foram tomados por telas e o cinema ganhava cada vez mais visibilidade como uma potência econômica. A partir dos anos 1920, homens ocupavam mais espaços no cinema, situação que se adensou devido a Quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque em 1929. Tal marco histórico partiu dos Estados Unidos para o mundo, influenciando de tal modo que o cinema passou de uma arte experimental e artesanal para uma indústria capitalista – excludente e misógina – tirando aos poucos o espaço feminino. Com os anos de ouro do cinema e o começo do cinema falado, as mulheres só conseguiam ir para atrás das câmeras se tivessem uma carreira de atriz sólida e/ou fossem esposas de algum dos grandes nomes dessa indústria, apesar disso sobreviveram fadadas às sombras. Devido ao avanço tecnológico, as mulheres também perderam seus postos de montadoras, passando a ocupar apenas cargos de figurinistas.

Julia Sena. Foto: EmQuadro.

A história é contada pelos vitoriosos. E os vitoriosos (os homens) eram os que escreviam a história do cinema nos anos 1940” é uma das falas de Ally Acker no documentário “Et La femme créa Hollywood” (“E a mulher criou Hollywood”) de 2016, que nos faz pensar que essa exclusão em massa foi proposital, levando em conta que ao produzir um conteúdo cinematográfico, estamos passando, recriando ou reforçando, através da narrativa, novas visões e arquétipos sociais.

Entretanto, a história do cinema está longe do protagonismo europeu, ela é abrangente e vai além de estudos e perspectivas eurocêntricas. Sabemos que todas as mulheres realizadoras desempenharam um papel significativo para desenvolver o cinema que temos hoje, mas essa influência pioneira não é somente branca, ela também pertence às mulheres racializadas que se fizeram presentes academicamente e em cargos técnicos do cinema. Tais mulheres foram responsáveis por opor-se a uma indústria de segregação, realizando obras cinematográficas com demasiada representação de gênero, classe e etnia.

Se pensarmos que a indústria e a misoginia invisibilizou, por décadas e décadas, nomes como Dorothy Arzner e Lilian Gish, mulheres que produziram e dirigiram filmes, mas de uma característica que é impossível de ignorar, mulheres brancas que produziram e dirigiram filmes; então, o que pensar de mulheres não-brancas que também participaram do pioneirismo do cinema? Ou como o termo em inglês ‘women of color’ propriamente diz, mulheres racializadas, pretas e latinas. Essas mulheres também marcaram o início e o desenvolvimento do cinema, na criação de peças, documentários, curtas-metragens, entre outros. Elas usaram dessa nova arte e da sua voz para valorizar sua própria raça e cultura, desconstruir estereótipos e até contra-argumentar obras cinematográficas de cunho racista.

Tressie Souders – Fonte: Women In Film Los Angeles.

Afro-americanas como pioneiras do cinema

As primeiras décadas do cinema nos Estados Unidos, durante o século XX, foram marcadas pela presença de mulheres afro-americanas, que não só enxergavam a sétima arte como um meio de representar a cultura preta, mas também como um ganha-pão. Elas surgiram de diferentes lugares dos Estados Unidos, como o Kansas e Nova Jersey, todas acreditando que o cinema tinha um poder de transformação social. Como era uma nova arte, um novo olhar, produções cinematográficas enchiam o povo afro-americano de esperanças, especialmente as mulheres.

Mas quem são elas? O pioneirismo afro-americano com rosto de mulher é dividido entre duas delas, a primeira é Drusilla Dunjee Houston, uma historiadora, jornalista e roteirista nascida no estado da Virginia Ocidental, Estados Unidos. Drusilla dedicou sua vida a estudar a história e a cultura preta, e obviamente, no cinema ela não faria diferente. A historiadora é considerada pioneira por conta do seu roteiro “Spirit of the Old South: The Maddened Mob”, escrito com o intuito de responder ao filme de D.W. Griffith, “The Birth of a Nation”, de 1915, e à obra de Thomas Dixon, ambos de cunho racista. Drusilla procurou reescrever a história sob uma perspectiva afro-americana, mas infelizmente “Spirit of the Old South” foi um roteiro que a escritora nunca chegou a produzir. Em uma carta para um amigo, em 1933, Drusilla explica o porquê de não prosseguir com a sua produção: “O homem branco se recusa a reconhecer uma heroína como a minha”.

Zora Naele Hurston. Fonte: Carl Van Vechten Trust.

Juntamente com Drusilla, temos Jennie Louise Van Der Zee, conhecida como Madame E. Toussaint Welcome, uma artista plástica sempre envolvida com a arte, que fundou com seu marido um conservatório de música, um estúdio fotográfico e uma escola de arte. Da escola, surgiu “Doing Their Bit” (1916), um documentário sobre soldados afro-americanos durante a Primeira Guerra Mundial, projeto dividido em doze partes. Segundo a pesquisa realizada por Yvonne Welbone (2001), pelo menos um desses episódios foi dirigido e produzido pela Madame E. Toussaint Welcome.

Em seguida registram-se mais dois nomes essenciais. O primeiro é Tressie Souders, nascida Theresa Ann Souders, diretora do filme “A Woman’s Error” de 1922, considerado o primeiro longa-metragem dirigido por uma mulher afro-americana. Pouco se foi documentado como Souders foi introduzida ao cinema, mas algumas pesquisas mostram que ela tinha engajamento com um movimento, datado de 1919, que incentivava afro-americanos a produzirem filmes. Também temos Maria P. Williams, que não só era cineasta, como também escritora e ativista. Ela é considerada a primeira mulher afro-americana a produzir e ao mesmo tempo estrelar um filme, “The Flames of Wrath” de 1923. Mais nomes aparecem na história como Zora Neale Hurston, uma antropóloga e escritora da década de 1920, que também é considerada pioneira por ser a afro-americana com a maior quantidade de gravações. Isto porque Hurston procurava documentar seu trabalho antropológico e mostrava ter conhecimento e prática de fotografia com os planos e enquadramentos de câmera, segundo a especialista em cinema Gloria Gibson.

Embora tenham empenhado um papel de imensa importância no cinema emergente e independente, essas pioneiras enfrentavam a segregação de uma indústria branca e machista, dessa forma muitas não chegaram a realizar seus filmes – como foi o caso de Drusilla Dunjee Houston – por por opressão e a falta de compreensão de obras feitas de uma perspectiva preta. Todas essas tiveram suas obras “perdidas”, e isso não se deve somente ao mau armazenamento das películas, mas sobretudo a exclusão dessas realizadoras de uma história que nos é pouco falada.

As mulheres pioneiras do cinema latino-americano

Para traçar o início e trajetória das mulheres em produções cinematográficas pela América Latina, é preciso, primeiramente, contextualizar as lutas feministas iniciadas ainda no século XIX, se fortificando na década de 1920 e abrindo espaço para o surgimento das primeiras cineastas. No Brasil de 1852 surgia O Jornal das Senhoras, que se dedicava a expandir informações acerca da emancipação da mulher e a sua história com o passar dos séculos, a fim de convencer os homens de que a educação da mulher era necessária para a modernidade. Enquanto isso, surgiam outros jornais que eram escritos somente para as mulheres, principalmente as trabalhadoras, como ocorreu na Argentina de 1890 com o La Voz de la Mujer.

Após a Revolução Mexicana, as mulheres do país passaram a ter mais direitos civis como o sufrágio, passando a votar a partir de 1922. Assim também foi no Brasil e especificamente no Nordeste, sendo o Rio Grande do Norte o primeiro estado a aprovar o voto feminino (em 1926) e tendo Alzira Soriano como a primeira mulher prefeita de um município da América Latina (em Jardim de Angicos). Já na década de 1960, as mulheres latinas passaram a sentir menos o peso da desigualdade de gênero, por intermédio do acesso à universidade, os protestos feministas e, consequentemente, sua participação direta na política.

É durante esse cenário e até mesmo alguns anos antes que surgem as cineastas latinas. Apesar de ser cercada por algumas dúvidas sobre a sua verdadeira origem, a primeira realizadora fílmica da América Latina foi uma argentina chamada Emilia Saleny, também primeira pessoa a produzir um longa-metragem direcionado ao público infantil no país. Como diretora, realizou cinco filmes, o primeiro deles sendo “La Niña del Bosque” de 1917. Ainda na Argentina, tivemos Maria V. de Celestini, diretora de “Mi Derecho” de 1920. No México, um grande nome foi Mimí Derba, primeira estrela de cinema mexicana, e também conhecida por ter fundado, juntamente a Enrique Rosas, a produtora Azteca Films em 1917. A produtora durou somente por um ano, mas realizou cerca de cinco filmes que foram escritos por Derba, sendo ela a primeira cineasta mexicana com seu filme “La Tigresa”, também de 1917.

Adélia Sampaio. Fonte: Arquivo pessoal.

Cineastas pioneiras no Brasil

No cinema brasileiro, a primeira mulher a ficar por trás das câmeras foi Georgina Marchiani, atriz de O Guarani (1916), que precisou manusear uma das câmeras por não ter outra pessoa para fazer isso no set de filmagens. Após Georgina, o Brasil passou 14 anos sem registros de uma mulher ocupando alguma posição técnica em uma realização fílmica, até Cléo de Verberena dirigir o longa-metragem “O Mistério do Dominó Preto” de 1931, sendo considerada a primeira cineasta do Brasil. Cléo precisou vender suas jóias e outras propriedades para a realização do seu maior sonho, seu primeiro longa, que foi escrito, produzido e dirigido por ela.

A atriz mais conhecida das telas passou, também, a ser uma realizadora dessas telas. Carmen Santos trabalhava com atuação em filmes desde 1919, mas só foi em meados da década de 1930, com a fundação da sua própria empresa (Brasil Vita Filmes), que ela passou a se envolver com as técnicas fílmicas. Carmen traçava um projeto que consistia em contar a história de Tiradentes e, assim, nasceu o filme Inconfidência Mineira de 1948, o qual não foi bem recebido pela crítica e a obra que carregava sua estreia como diretora e roteirista acabou se perdendo com o tempo. No mesmo cenário e exercendo a mesma profissão, aparece Gilda de Abreu, que fez sua estreia no cinema atuando em Bonequinha de Seda em 1936. Entretanto, Gilda produziu e dirigiu mais filmes do que atuou, como é o exemplo de O Ébrio de 1946, sua obra de estreia como diretora. Apesar de O Ébrio ter sido lançado antes do filme de Carmen Santos, ela é considerada a segunda diretora do Brasil por conta do processo de produção de Inconfidência Mineira ter levado mais tempo do que o longa de Gilda.

Uma figura essencial e impossível de ignorar no pioneirismo feminino do cinema brasileiro é Adélia Sampaio, a primeira mulher preta cineasta do país. Em 1969, Adélia passou a trabalhar como telefonista em uma distribuidora ligada aos realizadores do Cinema Novo, como Glauber Rocha e Luiz Carlos Barreto, a Difilm. Três anos depois, Adélia teve seu contato com os sets de filmagens, trabalhando como continuísta, claquetista e até assistente de produção. Ela adquiriu o conhecimento necessário sobre produção cinematográfica e fundou sua própria produtora em 1977, ocupando o roteiro, produção e/ou direção de mais de 70 filmes. Dentre eles, se encontra a obra pela qual ficou conhecida, “Amor Maldito” de 1984, que além de ter sido o primeiro longa dirigido por uma mulher preta no país, também foi o primeiro filme lésbico nacional. Em uma entrevista para a Folha de São Paulo, Adélia diz que ‘’queria fazer um filme em que pudesse gritar coisas que as pessoas não podiam gritar.’’

Agora, trazendo para o nordeste brasileiro, pouco se tem registro de mulheres nordestinas que realizaram produções nos primórdios do cinema. São mínimos os nomes e muito menos suas obras, mas a pernambucana Kátia Mesel se fez conhecida como a primeira cineasta da região, estreando com o seu documentário “El Barato” (1972), e também a primeira mulher a participar de um festival de cinema brasileiro, o Jornada de Cinema da Bahia, além de ser a primeira mulher pernambucana a dirigir um longa-metragem, o híbrido entre documentário e ficção “O Rochedo e a Estrela” (2007). Compartilhando da nossa opinião, em entrevista Mesel destaca a dificuldade e resistência de realizadoras nordestinas no cinema brasileiro, ressaltando os ‘’problemas de produção, circulação e principalmente de incentivo’’. Mas a documentarista finaliza sua fala com um tom de esperança, não só como uma nordestina cineasta, mas como uma mulher no cinema: ‘’Isso nos abala, mas não deixamos de fazer cinema.’’

Conclusão: A importância do protagonismo preto e latino em produções cinematográficas

A fala de Mesel não poderia estar mais correta, pois apesar de todos os obstáculos que a mulher cineasta e racializada precisa, sempre precisou, enfrentar na indústria cinematográfica, elas nunca pararam de fazer filmes. Essas mulheres estão em festivais locais, mostras nacionais e/ou internacionais, em sua grande maioria fazendo filmes independentes assim como as nossas antecessoras fizeram. A posição da mulher no cinema, principalmente as racializadas, pouco foi mudada desde as primeiras décadas do século XX até os dias atuais. A sociedade continua a desconhecer, a não ter acesso aos filmes realizados por elas, assim como desconhecemos a história das pretas e latinas por trás das câmeras.

Uma pesquisa feita pelo Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa (GEMAA) do IESP-UERJ, em 2017, traz porcentagens e reflexões sobre a desigualdade de raça e gênero no mercado audiovisual brasileiro. O boletim aponta que de 498 filmes, 98% deles foram dirigidos por homens brancos, o restante dirigido por mulheres brancas e apenas uma mulher preta aparece na pesquisa, Julciléa Telles, assinando o roteiro de ‘’A Gostosa da Gafieira’’ de 1981, o dividindo com Roberto Machado. A exclusão de pessoas negras no elenco dessas obras audiovisuais, principalmente as mulheres, também persiste no cenário do mercado fílmico atual. Parafraseando, nossos olhos já estão acostumados a ver atores e atrizes brancas nas telas, dentro de histórias que contam uma realidade branca a qual a maioria do país não se identifica. A maioria do país sendo mulher e preta.

O segundo longa-metragem dirigido por uma mulher preta no Brasil só entrou no mercado em 2018, 34 anos depois do lançamento do primeiro, dirigido por Adelia Sampaio. ‘’Café com Canela’’ foi dirigido pela mineira Glenda Nicácio e encerrou essas três décadas que tivemos sem uma mulher preta assinando a direção de um longa-metragem comercial. Completando com a realidade nordestina, Pernambuco só teve sua primeira mulher a dirigir um longa (exclusivamente) de ficção em 2013, com o filme ‘’Amor, Plástico e Barulho’’ de Renata Pinheiro. É evidente que tivemos mulheres racializadas, nordestinas e de outras regiões e países, na produção, direção, roteiro de diversos filmes com o passar dos anos, mas assim como as nossas pioneiras, essas mulheres estiveram no comando de filmes experimentais e independentes, longe das grandes telas.

Trazendo nossas pesquisas, traçamos o objetivo de evidenciar esses filmes e suas realizadoras, mesmo que nunca cheguemos a assistir um de seus filmes ou ler uma matéria sobre uma delas em um jornal de grande alcance. As pioneiras existiram e resistiram, suas obras transformaram o cinema e seguirão transformando, influenciando as novas mulheres pretas e latinas cineastas, e as que virão futuramente.

Referências:

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Leia a coluna anterior: O mês mais colorido do ano não é tão colorido assim

“Epistemologias Subalternas e Comunicação – desCom, um grupo de estudos e projeto de pesquisa do Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal do Rio Grande do Norte”.

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