Cresce o número de pesquisadores com bolsa de produtividade no NE Educação

terça-feira, 26 fevereiro 2019

Universidades registram aumento de bolsistas do CNPq nas categorias Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico e Extensão Inovadora

As universidades do Nordeste registraram nesse início de 2019 um aumento no número de pesquisadores com bolsa de Produtividade do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Os bons resultados foram anunciados pelas universidades Federal do Ceará (UFC), Federal de Alagoas (UFAL) e do Rio Grande do Norte (UFRN).

As Bolsas de Produtividade (PQ) são uma iniciativa do CNPq para valorizar pesquisadores que possuem produção científica, tecnológica e de inovação de destaque em sua área de conhecimento. Existem duas modalidades de bolsa: PQ-2, que é a categoria de acesso, e PQ-1, na qual existem níveis de progressão (D, C, B e A).

UFC – Novo ciclo

A Universidade Federal do Ceará (UFC) ampliou de 302 para 323 o número de pesquisadores com bolsa de Produtividade do CNPq. O resultado do julgamento do edital de bolsa de Produtividade em Pesquisa (PQ) foi divulgado em janeiro e o do edital de Produtividade em Desenvolvimento Tecnológico e Extensão Inovadora (DT), no final de 2018 registram esse incremento de cotas.

A UFC informou que no caso das bolsas PQ, houve uma redistribuição da quantidade no nível 1A (aumento de uma bolsa), 1B (aumento de cinco bolsas), 1C (aumento de quatro bolsas), 1D (redução de quatro bolsas) e no nível 2 (aumento de 15 bolsas). Dada a dinâmica natural de promoções, rebaixamentos e descredenciamento de bolsistas, foram inseridos no total 33 novos pesquisadores da UFC no sistema de bolsas de Produtividade, 30 deles no nível 2, dois no nível 1D e um no nível 1C. Ao todo, foram concedidas 5.103 bolsas nos níveis 1 e 2, em todas as áreas do conhecimento, conforme divulgado no site do CNPq.

Em relação às bolsas DT, destinadas especificamente para quem trabalha na área de inovação e desenvolvimento tecnológico, a UFC teve quatro bolsas aprovadas, mantendo o total de 10 bolsas nesse segmento.

Competitividade

O pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da UFC, Antonio Gomes, destaca a dedicação e competência que os pesquisadores têm tido para superar algumas dificuldades enfrentadas nos últimos anos em termos de financiamento.

“Eles buscaram fontes de financiamento internacionais e em projetos com a indústria e trabalharam de forma eficiente para se manter competitivos. O resultado desse ciclo de bolsas de Produtividade do CNPq demonstra de forma muito objetiva essa competitividade e consolida uma tendência de aumento contínuo no número de bolsistas de Produtividade desde 2015. Nesse ciclo aumentamos em 7% o número de pesquisadores, valendo destacar que isso acontece num cenário em que a oferta nacional tem se mantido estável”, comemora o pró-reitor.

UFAL – Fortalecimento da pesquisa

No total, 26 docentes da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) tiveram propostas selecionadas. Para a reitora, Valéria Correia, o aumento no número de bolsistas PQ configura uma grande conquista para a UFAL. “As bolsas PQ são de grande importância para a ciência desenvolvida na nossa Universidade e são, de certa maneira, uma forma de reconhecimento para os docentes que dedicam suas vidas à pesquisa. Estamos contentes com o aumento do número de bolsistas, pois isso representa o fortalecimento da pesquisa na UFAL, além de abrir portas para a captura de novos recursos”, enfatizou.

Na maioria dos casos, para se tornar um bolsista PQ-2 é necessário que o pesquisador tenha o título de doutor por, pelo menos, três anos e que tenha publicações relevantes em periódicos científicos reconhecidos nacional e internacionalmente.

UFRN – Evolução histórica

A Diretoria de Programas, Projetos e Grupos de Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (PROPESQ/UFRN) informou que está construindo a evolução histórica das concessões de bolsas de Produtividade em Pesquisa (PQ) e Produtividade em Desenvolvimento Tecnológico e Extensão Inovadora (DT) no período entre 2003 e 2019, inclusive relacionando os níveis das bolsas e a distribuição entre as unidades da universidade. “Como alguns dados antigos estão passando por um tratamento minucioso, o resultado completo desse trabalho está em fase final”, explicou Jefferson Ferreira da diretoria da PROPESQ.

Como o trabalho ainda não está finalizado, a equipe da UFRN apresentou alguns dados gerais reforçando que “em breve serão divulgados dados mais detalhados que permitirão uma análise mais qualitativa desses números”.

Os dados preliminares mostram um acentuado crescimento no número de bolsistas PQ que passou de nove em 2003 para 174 em 2018. Já as bolsas DT também registram crescimento no período entre 2006 e 2018, passando de dois bolsistas para 10 em 2012, mas caindo para sete em 2018.

Edna Ferreira

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