Universidades do nordeste investem em sustentabilidade(2) Especial

terça-feira, 5 junho 2018

UFRN cria e aprova sua política ambiental que terá conselho gestor com representantes de órgãos ambientais externos de nível estadual e federal

Na semana em que se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho), Nossa Ciência mostra algumas iniciativas de instituições nordestinas para tornar eficiente a utilização da energia elétrica, reduzir ainda mais o consumo ou desperdício de água e promover o desenvolvimento sustentável na Universidade e na sociedade, na perspectiva de um ambiente saudável e ecologicamente equilibrado. Os projetos fazem parte de uma série especial apresentada ao longo dessa semana. Acompanhe.

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) avançou mais um passo com a criação da Política Ambiental da instituição de ensino. Conheça a iniciativa:

UFRN aprova Política Ambiental

Com base na Política Nacional do Meio Ambiente, que incentiva “a preservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental propícia à vida”, para assegurar condições ao desenvolvimento socioeconômico, aos interesses da segurança nacional e à proteção da dignidade da vida humana, a Política Ambiental da UFRN traz um conjunto de princípios e diretrizes que visam implantar ou regulamentar ações institucionais com o objetivo de promover o desenvolvimento sustentável na Universidade e na sociedade, na perspectiva de um ambiente saudável e ecologicamente equilibrado.

A discussão sobre a criação da Política teve início há um ano em um seminário de meio ambiente, quando foi formada uma comissão composta pela comunidade acadêmica, com o intuito de elaborar uma minuta ao Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe), conta a pró-reitora de Extensão e relatora da proposta, Maria de Fátima Freire de Melo Ximenes.

Aprovado pelo Consepe, no dia 10 de abril, o documento traz como princípios norteadores o desenvolvimento sustentável, participação democrática e inclusiva; transparência no acesso à informação; cooperação mútua com a comunidade interna e externa; integração de saberes no planejamento e na gestão das suas ações; respeito às especificidades e estímulo ao desenvolvimento socioambiental local; e valorização do conhecimento produzido na UFRN.

Entendendo que o meio ambiente é patrimônio público a ser assegurado e protegido para o uso coletivo, na opinião da relatora da proposição, “com a política, estamos dizendo que queremos contribuir com a resolução dos problemas ambientais do presente e do futuro, por meio do ensino, da pesquisa, da extensão e da gestão”.

A pró-reitora de Extensão Maria de Fátima Ximenes foi a relatora da proposta. (Foto: Cícero Oliveira).

Desenvolvimento sustentável

A resolução da Universidade vem cumprir ainda proposições da Organização Nações Unidas (ONU), como a Agenda 2030 – “plano de ação para pessoas, para o planeta e para a prosperidade”- e a implementação dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), trazendo estímulo à criação de estratégias de uso e gestão do território de forma sustentável, priorizando a recuperação de áreas degradadas, a conservação de ecossistemas e da biodiversidade; aos modos sustentáveis de transporte dentro dos campi da UFRN; à melhoria da qualidade de vida no trabalho, segurança e saúde ocupacionais; à alimentação saudável; à valorização da diversidade cultural, de gênero e de opiniões como vetores do desenvolvimento acadêmico sustentável; entre outros objetivos.

Após a publicação do documento, o próximo passo é formar um Conselho Gestor da Política Ambiental, constituído pela Gestão Central da instituição. O grupo terá natureza avaliativa, consultiva e deliberativa e será composta pela Diretoria de Meio Ambiente (DMA), representantes das Pró-Reitorias, dos Centros, Unidades Acadêmicas, alunos e de órgãos ambientais externos de nível estadual e federal.

De toda forma, quaisquer unidades, órgãos ou servidores da UFRN podem propor programas institucionais de gestão ambiental cuja implementação estará condicionada à avaliação e aprovação do Conselho Gestor da Política Ambiental. A resolução foi publicada na íntegra no Boletim de Serviço, no Sistema Integrado de Patrimônio, Administração e Contratos (SIPAC), no dia 12 de abril.

Estação de Tratamento de Efluentes da UFRN. (Foto: Cícero Oliveira)

Ações anteriores à Política

O Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) da UFRN aponta a implantação de ações sustentáveis e a Diretoria de Meio Ambiente (DMA), o setor responsável pelo gerenciamento dos recursos produzidos na Universidade vinculado à Superintendência de Infraestrutura (SIN), já desenvolve atividades nessa perspectiva, como o cuidado com os resíduos, tratamento de esgoto, reuso da água para irrigação, arborização e paisagismo do campus, controle de vetores e zoonoses (dengue e felino), monitoramento da qualidade da água, estudos ambientais das obras executadas, compostagem, além de ações educativas, a exemplo das capacitações e treinamentos para a comunidade acadêmica e campanhas de sensibilização para a diminuição de uso de papel e de copo descartável.

Segundo o diretor de Meio Ambiente da UFRN, Herberte Hálamo, a Diretoria participou da construção da Política Ambiental e acredita que o documento vai facilitar a articulação entre os diversos setores da instituição. “É um avanço na integração da área acadêmica com a administrativa, que vai proporcionar a análise de projetos pedagógicos com base na sustentabilidade”, avalia o gestor.

Confira as ações da DMA.

Veja a resolução na íntegra.

Leia outras matérias dessa série especial:

Miniusina solar fotovoltaica da UFAL

Grupo de Trabalho sobre Energia Fotovoltaica da UFC

Projeto de Reestruturação do Sistema de Abastecimento de Água da UFCG

UFPB desenvolve sensor para reduzir consumo de energia elétrica

 

Fonte: Ascom da UFRN

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