Além de desenvolver pesquisas voltadas para o enfrentamento de problemas de saúde que afetam milhares de brasileiros, o NeuroClin também cumpre outra missão considerada essencial para a universidade: formar pesquisadores capazes de transformar conhecimento científico em soluções para a sociedade.
A experiência vivenciada por estudantes de graduação e de pós-graduação (mestrado e doutorado) evidencia como o grupo se tornou um espaço de formação interdisciplinar, reunindo profissionais de diferentes áreas em torno de um mesmo propósito: produzir ciência de qualidade com impacto social.

Ciência e tecnologia juntas para transformar vidas
O fisioterapeuta João Octávio Sales Passos, doutor em Ciências da Saúde, destaca que sua trajetória acadêmica foi profundamente marcada pela participação no grupo. Em sua pesquisa de doutorado, ele investigou a correlação entre dados bioespectroscópicos e variáveis clínicas em pessoas com fibromialgia, buscando aperfeiçoar o diagnóstico da doença por meio da análise de uma simples amostra de sangue utilizando técnicas espectroscópicas e métodos quimiométricos. “O NeuroClin teve um papel fundamental na minha formação acadêmica e científica. Foi nesse grupo que compreendi, na prática, como ciência e tecnologia caminham juntas para transformar vidas”, afirma.
Segundo o pesquisador, a vivência no grupo ampliou sua compreensão sobre a pesquisa translacional, aproximando os resultados científicos da prática clínica. “Essa experiência fortaleceu meu pensamento crítico e mostrou que a inovação pode promover uma assistência mais precisa, eficiente e baseada em evidências, beneficiando diretamente pacientes e profissionais de saúde”, considerou Passos.
Divisor de águas
A enfermeira Shayanne Moura, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da UFRN, compartilha uma percepção semelhante. Sua pesquisa investiga a caracterização clínica e bioespectroscópica da saliva de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), buscando desenvolver métodos objetivos e não invasivos que possam auxiliar na triagem do transtorno. Para ela, o NeuroClin representa muito mais que um grupo de pesquisa. “Foi um verdadeiro divisor de águas na minha formação acadêmica e científica. Foi nesse ambiente que descobri minha paixão pela pesquisa e aprendi a trabalhar de forma integrada com diferentes áreas do conhecimento.”

A doutoranda ressalta que o diferencial do grupo está na combinação entre excelência científica e formação humana. “Aprendemos diariamente a importância da humildade, da colaboração e do compromisso com uma ciência ética e de qualidade. O professor Rodrigo Pegado transmite uma paixão genuína pela pesquisa, e esse entusiasmo é contagiante”, afirma Moura.
A pesquisadora também destaca que o ambiente colaborativo favorece o desenvolvimento de parcerias nacionais e internacionais, ampliando a visão científica dos integrantes e fortalecendo os estudos desenvolvidos na UFRN. Ao resumir sua experiência, ela sintetiza aquilo que parece representar a essência do grupo. “Costumo dizer que o NeuroClin transforma as pessoas. Depois de fazer parte desse grupo, nunca mais deixamos de ser integrantes, porque levamos conosco não apenas o conhecimento científico, mas também uma forma de pensar, colaborar e acreditar que a pesquisa tem o poder de transformar vidas”, definiu.
Os depoimentos comprovam que o impacto do NeuroClin vai além da produção de artigos científicos e do desenvolvimento de novas tecnologias. O grupo também contribui para formar uma nova geração de pesquisadores comprometidos com uma ciência interdisciplinar, ética e voltada para responder aos desafios reais da sociedade.
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